A sessão que confirmou a condenação histórica de Jair Bolsonaro e do núcleo da tentativa de golpe de Estado foi marcada pela ação coordenada entre os demais ministros da Primeira Turma para isolar Luiz Fux, o único voto favorável ao ex-presidente.
Durante os votos de Cármen Lúcia e Cristiano Zanin, os colegas fizeram apartes amistosos e convergentes, ignorando toda a argumentação de Fux no dia anterior. Para “refrescar” a memória de Fux, Cármen Lúcia autorizou que Alexandre de Moraes exibisse imagens de discurso de Bolsonaro desafiando o relator e cenas da invasão da Praça dos Três Poderes.
Em indireta a Fux, a ministra também fez questão – ao se referir à competência do STF – de dizer que sempre votou do mesmo jeito. Fux não se manifestou.
Na presença de Gilmar Mendes, os ministros enfatizaram a percepção de que não houve um acontecimento banal, que a PGR juntou provas cabais contra os oito réus e que Bolsonaro era o líder de uma organização criminosa por sua posição de comando e por ser o maior beneficiado na tentativa de golpe.
Após seu voto polêmico, Fux se absteve de apresentar seu cálculo de dosimetria a quem absolveu.
Na divisão política da Corte, Fux passa a integrar o bloco minoritário simpático ao bolsonarismo.
Equipe BAF – Direto de Brasília
Foto: Gustavo Moreno/STF


