A tensão marcou as rodadas de negociações para fechar o acordo de instalação das comissões permanentes da Câmara.
Até o início da noite da última terça-feira, deputados estavam descrentes, questionavam a capacidade de Hugo Motta em liderar o processo e fazer valer o peso da presidência – alguns chegaram a lamentar a ausência de Arthur Lira na cadeira – e ainda faziam exigências.
O PL alegava que não desistiria da Comissão de Minas e Energia porque já o havia feito nos anos anteriores. Ao final, cedeu o posto para o PSD, que indicará Diego Andrade (MG) e vai blindar o ministro Alexandre Silveira.
O desfecho do acordo entre os partidos acabou saindo dentro do prazo estabelecido por Motta, mas sua autoridade começa a ser questionada e a comparação com Lira só tende a aumentar.
As comissões começaram a ser instaladas e a ordem da lista de escolhas – com exceção de Relações Exteriores, que este ano vai servir aos propósitos da ala bolsonarista – mostra que a CCJ já não é mais a prioridade dos partidos e sim os colegiados com capacidade de manejo de recursos do Orçamento ou os mais sensíveis para o governo.
Equipe BAF – Direto de Brasília
Foto: Marina Ramos, Câmara dos Deputados
