in , , , , , ,

Sombra de relator da CPMI levou Lira a Bolsonaro

A visita de Arthur Lira ao ex-presidente Jair Bolsonaro nesta semana tem a ver com pragmatismo político.

Pré-candidato ao Senado por Alagoas, o ex-presidente da Câmara vê a tendência de uma das vagas ficar com seu arquirrival Renan Calheiros e a segunda com chances de ser abocanhada pelo relator da CPMI do INSS, o deputado do União Brasil, Alfredo Gaspar. Fontes disseram ao BAF que Gaspar é a sensação política do Estado e pode deixar seu atual partido para tentar se eleger senador.

Enquanto a votação do projeto que isenta quem ganha até R$ 5 mil não avança, Lira precisa alavancar sua candidatura e a “solidariedade” ao ex-mandatário agrada ao eleitorado de Maceió, uma cidade tradicionalmente conservadora e a única capital do Nordeste a eleger Bolsonaro em 2022. Nem Renan, nem Lira, teriam votos suficientes hoje na capital, a menos que tenham a ajuda do prefeito JHC futuramente.

Com a simpatia de Bolsonaro, caso sua candidatura fique inviabilizada para o Senado, Lira poderia se reeleger mais facilmente para a Câmara e retomar a presidência da Casa no próximo biênio com a ajuda dos bolsonaristas.

O movimento de Lira também é lido por fontes do PP como uma forma de entrar na negociação da tramitação da anistia e se tornar peça essencial nas negociações, obrigando o governo a recorrer a ele também.

Equipe BAF – Direto de Brasília

Foto: Reprodução

Motta deve negar pedido de Eduardo Bolsonaro

Alcolumbre ensaia acabar com a encenação sobre projeto de anistia a Jair Bolsonaro