Em qualquer conversa com aliados de Jair Bolsonaro, o discurso até aqui sempre foi de que o ex-presidente é vítima de perseguição política e que, pelo menos, sua condenação no STF não se dará por corrupção. A narrativa soa como um trunfo diante dos escândalos de desvios de recursos que surgiram nos governos do PT.
A divulgação de que Bolsonaro movimentou R$ 44 milhões em dois anos e a possibilidade de as investigações apontarem crime de lavagem de dinheiro devem fragilizar o argumento bolsonarista.
A base governista não perderá tempo em explorar a investigação e reavivar outras denúncias, como as “rachadinhas” e as joias sauditas. Na sexta-feira, o líder do PT, Lindbergh Farias, detalhou a representação ao STF para apurar a movimentação financeira vultosa e o pedido ao STF de prisão do ex-presidente.
Na própria esquerda, no entanto, há quem avalie que uma nova investigação será usada para reforçar a vitimização de Bolsonaro. Já entre os partidos de Centro, cresce a percepção de que os últimos episódios envolvendo a família Bolsonaro diminuem o espaço de indicação de alguém entre eles como candidato e que, se Bolsonaro insistir nisso, a direita estará fadada ao fracasso eleitoral em 2026.
Equipe BAF – Direto de Brasília
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