O empresário Joesley Batista teve papel de destaque na abertura dos canais que culminou com o gesto de aproximação entre o governo brasileiro e a gestão de Donald Trump, assim como outros empresários que operaram nos últimos meses para convencer o governo norte-americano de que o tarifaço também trazia prejuízo à economia daquele país.
Sem qualquer canal diplomático aberto para um contato direto entre Lula e Trump, o governo brasileiro sabia que os empresários teriam papel decisivo para burlar o cerco de Eduardo Bolsonaro.
Desde que foi desmarcada a reunião virtual entre o ministro Fernando Haddad e o secretário do Tesouro de Trump, Scott Bessent, a gestão Lula passou a operar sem alarde, não divulgando os contatos que estavam encaminhados.
Em silêncio, o governo trabalhou em várias mãos, entre elas a do vice-presidente e titular do MDIC, Geraldo Alckmin, que intensificou as conversas nos últimos dias com representantes do alto escalão de Trump.
Voando “fora do radar” dos bolsonaristas, o governo brasileiro deu apenas os primeiros passos para abrir uma mesa de negociação no campo econômico.
Equipe BAF – Direto de Brasília
Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo


