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Se PT ganhar aliados do Centrão no varejo, será lucro

Enquanto o tom do ministro da Casa Civil, Rui Costa, é de “repaginar” a relação com os partidos da base, o novo presidente do PT, Edinho Silva, sonha em construir um “campo democrático” de alianças para 2026, mas sabe que o cenário do ano que vem é bem diferente de 2022.
De ontem para hoje, Edinho vem repetindo que vai trabalhar agora pela unidade do PT e focar na tática eleitoral para garantir a reeleição de Lula. Ainda que Lula melhore seus índices de popularidade, não há perspectiva de que todo o Centrão fique em seu palanque.
Há processos de afastamento que já foram acelerados, como o da federação União Progressista. O primeiro desafio do cacique petista nas próximas semanas será convencer a federação de não incluir no estatuto a saída do governo Lula – que, na melhor das hipóteses, pode ser gradual por causa da ala mais “pragmática” do grupo. Com o alto grau de aproximação com a direita, o trabalho de Edinho será árduo.
Há meses, a avaliação interna dos petistas que vivem o cotidiano da relação com o Centrão no Congresso é de que o PT não terá no bloco o apoio maciço, no máximo o palanque conjunto com membros regionais, como no caso do PSD da Bahia.
Em seu discurso inaugural, Edinho adotou o mote “construir um país justo, sem privilégios”, sua versão para o embate entre ricos e pobres. Em poucos meses, saiu Gleisi Hoffmann, entrou Humberto Costa e agora Edinho chega na presidência do PT com a mesma narrativa: a de derrotar o “fascismo” no país.

Equipe BAF – Direto de Brasília

Foto: Sérgio Lima/Poder360

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