Atitude típica de quem quer se livrar de “relacionamentos tóxicos”, Hugo Motta rompeu com os líderes do PT, Lindbergh Farias, e do PL, Sóstenes Cavalcante, num movimento que tenta passar a mensagem de que ele pode ser “duro” com a esquerda e com a direita, na mesma proporção.
Ambos vêm de um processo longo de desgaste com Motta, com acontecimentos que deixaram marcas na relação.
Do ponto de vista prático, nada muda muito na rotina de negociações e decisões na Câmara. No caso do PT, o diálogo pode acontecer com Rubens Pereira Jr, Odair Cunha e José Guimarães, todos com voz de comando na bancada. Para o governo, o mais importante é manter a interlocução com o líder Guimarães.
O entrevero com o líder do PL tem um pano de fundo que vai além do fato de Sóstenes ter recorrido a Arthur Lira para resolver o impasse da ocupação do plenário. O deputado do Rio é pré-candidato à presidência da Câmara em 2027 e, dependendo da configuração de forças que sair das urnas no ano que vem, pode se tornar um postulante forte.
Qualquer candidatura mais robusta em 2027 pode ganhar tração diante de uma gestão atual considerada fraca.
Hoje, Sóstenes tem 19 vice-líderes, além dos líderes da Oposição e da Minoria (que são do PL), no trato diário com Motta.
Equipe BAF – Direto de Brasília
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