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Repercussão negativa faz relator mudar texto do projeto antifacções na Câmara

A repercussão negativa do texto do projeto antifacções fez com que Hugo Motta e o relator, Guilherme Derrite, anunciassem mudanças para tentar votá-lo hoje.

Visivelmente contrariado, o presidente da Câmara disse que não haverá nada no texto que coloque em risco a soberania nacional e que tire o poder da Polícia Federal. Um novo texto será protocolado, mas até agora o relator não consultou o governo (disse que está aberto a conversar com quem procurá-lo).

Durante a entrevista coletiva, Motta e Derrite atacaram a “narrativa equivocada” de que a Câmara não está enfrentando o problema da segurança pública. O discurso do governo prevaleceu nas redes e não poupou ambos. Só o líder do PDT, Mário Heringer, participou grupo que integrou a coletiva, os demais eram bolsonaristas e do Centrão que faz oposição ao governo.

Derrite disse que vai procurar as bancadas para ouvir sugestões e construir um texto que passe no Senado e não seja questionado no STF.

Nos corredores da Câmara, membros do Centrão oposicionista admitiram que a escolha de Derrite para a função foi um erro.

Governo ganhou reforços – Se até segunda-feira o governo estava isolado no posicionamento contra o relatório de Derrite para o projeto antifacção, ontem o coro engrossou e adiou a votação na Câmara.

Entidades ligadas aos agentes da Polícia Federal e ao Ministério Público vieram a público criticar proposta, apontando inconstitucionalidades e prejuízos às investigações, além da discussão açodada da medida e interferência na PF. Juristas também se revezam na imprensa apontando equívocos no substitutivo.

Na segunda-feira, Motta esteve no STF tentando angariar apoio de Alexandre de Moraes, do PGR, Paulo Gonet, e de 27 procuradores de Estado, mas ninguém fez questão de endossar publicamente a proposta.

Motta se reuniu ontem com o ministro Ricardo Lewandowski, que reforçou a posição do governo. O Executivo deixou de ficar só na pressão por mudanças.

Equipe BAF – Direto de Brasília

Foto: Marina Ramos, Câmara dos Deputados

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