A CAE deve aprovar hoje o PL 1087/25, da isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil, e deixar o projeto apto para ser votado no plenário do Senado na sequência. Um pedido de vista coletivo adiou a apreciação.
Ao contrário do que sinalizou durante toda a tramitação da matéria na comissão, Renan Calheiros não inseriu mudanças no texto que veio da Câmara e cedeu aos apelos do governo para viabilizar a sanção presidencial ainda neste ano.
Apesar de toda campanha de Arthur Lira em Alagoas, onde se apresenta em outdoors como responsável pela aprovação do projeto, o relator no Senado passou por cima da rivalidade e escolheu a fidelidade ao governo.
No relatório, o senador diz que viveu um dilema entre submeter o texto à reanálise do projeto pela Câmara – correndo o risco de a proposta não entrar em vigor em 2026 – e a aprovação célere na Casa. “A escolha final, portanto, não é puramente técnica, mas estratégica”, justifica no relatório, destacando que haveria necessidade de uma “engenharia política” complexa e delicada junto a Câmara para garantir a aprovação das mudanças feitas pelo Senado.
De fato, se o projeto voltasse para as mãos de Lira – que passa longe do governismo de Renan – não haveria nenhuma garantia ao governo de conclusão da apreciação ainda neste ano, prejudicando a implementação da principal bandeira do governo Lula em 2025.
Equipe BAF – Direto de Brasília
Foto: Ton Molina/Estadão Conteúdo


