A primeira audiência pública da comissão especial do PL 1087/25, da Reforma da Renda, teve um debate morno ontem, sem indicativos ainda sobre a tendência do caminho que a Câmara vai seguir para a compensação que vai garantir a isenção de IR para quem ganha até R$ 5 mil.
Foi ouvido o secretário de Reformas Econômicas do Ministério da Fazenda, Marcos Pinto, e especialistas no assunto. A equipe econômica foi cobrada sobre informações já solicitadas pelos parlamentares e alegou que a greve dos auditores da Receita inviabilizou as respostas.
Também houve reclamação sobre a falta de clareza sobre a compensação para Estados e municípios. O secretário respondeu que não se trata de R$ 15 bi em discussão, mas algo em torno de R$ 2 a 3 bi. “Não é um volume tão grande assim”, afirmou.
A base aliada entoou o mantra da “justiça tributária” e da falta de “coragem” do país em não tributar quem pode mais, pregando que é preciso avançar sobre a tributação de lucros e dividendos. “A Faria Lima aguenta”, disse um líder do governo.
Em dia de início da Marcha dos Prefeitos, a oposição não se esforçou para participar do primeiro dia de debates no colegiado.
A próxima reunião será no dia 27.
Equipe BAF – Direto de Brasília
Foto: Câmara dos Deputados


