A CPMI do INSS começou ontem com líderes do governo Lula mais atentos aos trabalhos da comissão. Nomes como Rogério Correia, Paulo Pimenta, Eliziane Gama, Eduardo Braga, Orlando Silva e os líderes do governo Randolfe Rodrigues e José Guimarães (que voltou de licença médica) marcaram presença.
O governo indicou Duarte Jr. (PSB/MA) como vice-presidente do colegiado, mas não há certeza sobre sua postura na comissão, já que o deputado assinou o requerimento de criação da CPMI e está negociando sua migração para o União Brasil.
Durante a sessão, a oposição – que dominou o comando da comissão após um cochilo dos líderes da base – e os governistas adotaram um tom de pacificação e compromisso com a isenção. O relator, Alfredo Gaspar, fez um gesto para os governistas e anunciou que a convocação de Frei Chico, irmão do presidente Lula, ficará para depois.
Passada a fase do apaziguamento, a tendência é que o cotidiano seja dominado pela tentativa de direcionamento das investigações.
Foi acordado que ex-ministros, ex-presidentes do INSS e Dataprev (dos governos de 2015 até hoje), além das entidades envolvidas nas fraudes, virão à comissão. Em seu primeiro dia de trabalho, a CPMI somou quase 1 mil requerimentos.
O presidente da comissão, Carlos Viana, estabeleceu um calendário de sessões que exigirá um esforço extra dos parlamentares: as reuniões vão acontecer às segundas à tarde e às quintas às 9h.
Equipe BAF – Direto de Brasília
Foto: Geraldo Magela/Agência Senado


