A confirmação de Paulinho da Força como relator do PL que discute a anistia reúne pontos que facilitarão a construção de um texto que tenha maioria para ser votado na Câmara.
O deputado do Solidariedade tem proximidade de longa data com o ministro Alexandre de Moraes e, logo após o anúncio da relatoria, disse que vai procurar o STF para negociar uma “pacificação do país”.
Paulinho é um deputado considerado de comportamento “Centrão-raiz” (ainda que a tendência ideológica seja de esquerda), conversa com todas as alas da Casa e vai produzir um relatório que agrade à maioria.
Ontem, o relator disse que hoje o que se discute é redução das penas, ou seja, a tendência é que seja um texto meio termo, não acatando a principal demanda dos bolsonaristas: a anistia ampla, geral e irrestrita.
Paulinho deve trabalhar nos próximos dias para apresentar um parecer inicial já na semana que vem. Até lá, vai conversar com Senado, com o governador Tarcísio de Freitas – de quem se aproximou nos últimos anos – e deixou claro que se não houver negociação com o Supremo, “não adianta”.
O requerimento de urgência do projeto da anistia teve aprovação com quórum de PEC ontem: 311 votos favoráveis. Isso não significa apoio de 311 deputados a anistia que satisfaça Jair Bolsonaro.
Equipe BAF – Direto de Brasília
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