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A busca dos Poderes pela “proteção geral” da República

A decisão do ministro Gilmar Mendes de fechar a porta para o impeachment de membros do STF, ao dizer que só a PGR pode apresentar denúncia que leve ao afastamento, causou mais um abalo na frágil relação entre os Poderes. O presidente do Senado divulgou uma nota em tom de indignação e de ameaça.

O País vive um momento em que todos os Poderes querem autoproteção. Anteontem, o deputado Diego Garcia (Republicanos-PR) divulgou relatório em que sugere a manutenção do mandato de Carla Zambelli – condenada pelo Supremo e presa na Itália. O presidente Lula, por sua vez, indicou Jorge Messias para uma vaga no STF de olho numa eventual proteção futura. E o presidente do Senado faz campanha aberta contra ele.

Não há, na história recente do país, um movimento tão orquestrado ao mesmo tempo em que cada instituição pensa unicamente na defesa de seus próprios interesses.

Logicamente, é possível defender todos esses movimentos em nome da independência dos Poderes. Mas não é do que se trata.

Trata-se de um jogo de ameaças mútuas. O resultado de curto prazo pode ser: Senado rejeita Messias e avança no marco legal das responsabilidades (alvo é o STF), Câmara ignora condenação de deputados e os mantém nos cargos, Supremo avança em condenações de parlamentares envolvidos em esquemas de emendas, e o Planalto corta cargos de Alcolumbre. Enquanto não houver diálogo, a roda de fogo vai queimar muita gente.

Equipe BAF – Direto de Brasília

Foto: Marcelo Camargo, Agência Brasil

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