Hugo Motta contratou uma consultoria de comunicação para melhorar a imagem da Câmara. Acuado nas redes sociais pela repercussão negativa da PEC da Blindagem e pelo “Fla-Flu” da anistia, o presidente da Câmara tenta achar um caminho para sair do “poço sem fundo” que se meteu.
Se a raiz do problema fosse só isso, as pautas positivas que Motta saca da cartola toda semana – adultização de crianças, cobrança de mala em voos, retomada das discussões sobre Planos de Saúde – resolveriam. A questão envolve dificuldade de articulação política do atual presidente da Casa.
Líderes do próprio Centrão reclamam que falta a Motta vivência política e que a pouca idade, além da ausência de pulso, estão pesando. Combinar o jogo antes com as partes que interessam – habilidade que Rodrigo Maia e Arthur Lira tinham de sobra – é uma das deficiências do deputado da Paraíba.
Um importante representante do bloco diz que os desgastes recentes de Motta estão ligados à descoordenação nas negociações, que os líderes não sabem o que de fato está sendo negociado (exemplo disso foi a tramitação da PEC da Blindagem no Senado) e, quando dá errado, não têm como defender o presidente da Câmara.
Equipe BAF – Direto de Brasília
Foto: Bruno Spada, Câmara dos Deputados


