A oposição prometeu nesta semana empreender todos os esforços para aprovar a anistia a Jair Bolsonaro. Sem votos na Câmara e sem o apoio de Hugo Motta, Bolsonaro recorreu a Arthur Lira, visto por muita gente como “presidente de fato” da Casa, influente o suficiente para destravar o projeto.
Lira pode muito, mas não pode tudo: prometeu ajudar a votar as PECs do fim do foro e das prerrogativas parlamentares, mas os temas empacaram.
Há relatos de que Lira expressou as dificuldades de se aprovar a anistia, dando uma justificativa plausível para disfarçar a falta de interesse real do Centrão em livrar Bolsonaro. Se não convém a Lira mover montanhas para ajudar Bolsonaro e desagradar uma base que votou majoritariamente em Lula na eleição passada, para o Centrão só interessa o eleitor de Bolsonaro.
Como não pode desprezar o nicho bolsonarista, o governador Tarcísio de Freitas não deve poupar esforços para entrar na pressão para convencer Motta, seu colega de partido.
Para não ver o presidente da Câmara emparedado, o governo se verá obrigado a entrar na discussão para evitar que ele ceda à pressão.
Equipe BAF – Direto de Brasília
Foto: Tom Molina, STF


