A inclusão do projeto que proíbe a cobrança de bagagens de mão em voos nacionais na ordem do dia da Câmara na noite de terça-feira tem um pano de fundo que vai além do desejo de Hugo Motta em emplacar mais uma pauta populista.
Ao aprovar – de forma acachapante – a proposta contra as companhias aéreas e incluir itens que estavam fora do substitutivo do PL 5041/25 (como proibição de cobrança para marcação de assentos, gratuidade de mala despachada e manutenção do bilhete de volta em caso de não embarque na ida), os deputados foram à forra contra as empresas por considerar que a promessa de redução do preço das passagens e a entrada de companhias de baixo custo no país não se cumpriu nos últimos anos.
Em várias situações na última década, o Congresso discutiu o retorno da bagagem despachada grátis, ora com o lobby das aéreas conseguindo segurar a iniciativa no plenário, ora convencendo o presidente da República de plantão a vetar.
Faltando um ano para as eleições gerais e o sentimento dos parlamentares de que foram ludibriados pelas empresas, o projeto chegará ao Senado com chances gigantescas de ser aprovado sem modificações.
Equipe BAF – Direto de Brasília
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