Com o aval de Jaques Wagner, a base governista não impôs muita resistência à votação do PL da Dosimetria, nem na CCJ, nem no plenário do Senado.
Como de praxe no governo Lula 3, os aliados no Senado se viram emparedados com a possibilidade de não conseguir votar uma proposta crucial para as contas públicas. Acabaram não criando grandes obstáculos para os bolsonaristas em troca da votação do PLP 128/25, da redução dos benefícios tributários.
O MDB ainda demarcou posição no plenário contra, os petistas também, mas nada que mudasse a perspectiva de aprovação. Foram 48 a 25.
Os próximos passos são aguardar o veto presidencial – Lula já disse que é favorável que os condenados cumpram suas penas – e, mais para frente, eventual ação questionando a constitucionalidade ao STF.
Por mais que se especule o aval da Corte para a tramitação do projeto, os senadores deixaram margem para que se conteste a “emenda de redação”, forma de alterar o texto sem submetê-lo de novo aos deputados. Há quem veja na mudança redacional alteração de mérito. PT e PSB da Câmara anunciaram que vão entrar com mandado de segurança no STF.
O projeto, que até anteontem tinha tudo para ficar para 2026 por beneficiar outros criminosos, ganhou sua chance de aprovação graças ao desespero do governo para fechar suas contas.
Equipe BAF – Direto de Brasília
Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado


