O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante, foi à tribuna e pediu desculpas a Hugo Motta por não ter sido “correto” no privado. O líder pediu “reconciliação” para “boa convivência” na Casa e admitiu que Motta não se comprometeu em pautar o PL da Anistia, mas sim os líderes partidários do Centrão.
Mais cedo, o presidente da Câmara havia dito que não tinha compromisso com nenhuma pauta.
O fato é que não há dúvidas de que a outra promessa feita, a de se votar o fim do foro privilegiado, tem tudo para avançar por contemplar parlamentares réus no STF. Porém, fontes do Centrão disseram ao BAF que há dúvidas se o bloco vai realmente avalizar a anistia, já que a promessa foi feita para encerrar a obstrução dos bolsonaristas e não desgastar Motta ainda mais.
Com a promessa de empenho do Centrão, o PL está confiante que agora o benefício a Jair Bolsonaro vai avançar na Câmara.
Quanto à participação do ex-presidente da Câmara, Arthur Lira, na pacificação dos ânimos, aliados de Motta criticaram ao BAF a tentativa de desmoralizá-lo politicamente.
Fim do foro – A PEC escolhida pela oposição que trata do fim do foro privilegiado em casos de crimes comuns é a 333/2017, do ex-senador Álvaro Dias, tem outras 12 propostas apensadas e o requerimento de urgência já protocolado.
O líder do PP, Dr. Luizinho (RJ), disse que a intenção é votá-la na semana que vem porque o tema é quase uma unanimidade na Câmara, por isso a PEC foi facilmente aceita no pacote para o fim da obstrução da oposição. Quanto o PL da Anistia, não há compromisso de texto e a promessa foi de reabertura da discussão, não de apreciá-la na semana que vem.
À CNN, Luizinho explicou que a ideia anterior do Centrão era aprovar uma modulação das penas dos condenados pelo 8 de janeiro, mas sem compromisso “com quem tramou mortes”.
Segundo relatos, o cenário na Câmara na quarta-feira era de Hugo Motta encurralado pela oposição nos bastidores e a promessa de discutir a anistia foi a única forma que PP, União, PSD e Arthur Lira encontraram para retirar os bolsonaristas do plenário e retomar a normalidade do plenário.
Equipe BAF – Direto de Brasília
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