Com a votação do Orçamento de 2026, o Congresso encerrou os trabalhos em meio a turbulência das últimas operações policiais. Não há perspectiva boa para 2026, seja para governo ou oposição.
As investigações sobre as irregularidades em emendas parlamentares – oriundas do Orçamento Secreto – terão desdobramentos no ano que vem. É poço sem fundo, afinal são anos de uma prática sem controle.
Para o governo, a fraude nas aposentadorias e pensões tinha tudo para ficar enterrada no ano velho, até que a nova edição da Operação Sem Desconto, da PF, trouxe à tona nomes robustos, como o vice-líder do governo no Senado, Weverton Rocha, e jogou o nome do filho do presidente da República, Fábio Luís, na arena. A expectativa em Brasília é de que as novas apurações tragam mais dores de cabeça ao governo, em pleno ano eleitoral.
A CPMI do INSS tende a voltar em fevereiro revigorada com os novos acontecimentos. Já existe pedido de prorrogação da comissão mista em março para mais 120 dias.
Em paralelo às duas investigações em curso, outra deve seguir no radar da imprensa, com ou sem sigilo judicial: o caso do Banco Master. Nesta, os 3 Poderes têm atenção especial.
Equipe BAF – Direto de Brasília
Foto: Tony Winston/Agência Brasília


