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PGR tem mais chances de aprovação no Senado do que Messias para o Supremo

Está marcado para a próxima quarta-feira, na CCJ do Senado, a sabatina de Paulo Gonet, indicado para recondução à função de Procurador Geral da República. A ideia, segundo o líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT/AP), é levar a apreciação do PGR no mesmo dia ao plenário.

A percepção dos senadores consultados pelo BAF é que Gonet tem votos suficientes para ser aprovado pela Casa. O relatório de Omar Aziz (PSD/AM) definiu a atuação do PGR como “apartidária e técnica”.

O cenário é o oposto em relação a Jorge Messias (AGU), provável indicação de Lula para ministro do STF. Parlamentares disseram que a diferença entre Gonet e Messias é que o primeiro é visto pela Casa como um jurista e um procurador competente (a discrição de Gonet também ajuda), enquanto o segundo é o “garoto de recados de Lula”.

A preferência entre a maioria esmagadora no Senado é por Rodrigo Pacheco (PSD/MG) e o cenário é de grande oposição ao nome do AGU. Mesmo que parte da oposição rejeite Gonet pela condenação a Jair Bolsonaro, Centrão e base aliada garantem sua recondução. Os dois blocos rechaçam Messias.

Um senador do PT considera que a dificuldade com Messias se dá porque o Centrão já escolheu Pacheco, que tem amplo apoio da oposição, mas considera que Lula não encaminhará “um nome para perder”.

Um senador do Centrão admitiu que a Casa está fechada com Pacheco, mas se Lula oficializar a escolha de Messias, ele não terá como votar contra a vontade do presidente da República.

Líderes governistas – que sabem o tamanho da rejeição a Messias – desconversam quando questionados sobre o envio da indicação ao STF.

Equipe BAF – Direto de Brasília

Foto: Divulgação

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