Hugo Motta decidiu pela votação de mérito do PL da Dosimetria à toque de caixa. Nesta semana, o presidente da Câmara já votou o projeto do Devedor Contumaz (sem alterar o texto aprovado no Senado) e pode votar o PLP dos Incentivos Fiscais, além da PEC da Segurança Pública.
Como a semana que vem deve ser dedicada à votação do Orçamento de 2026, Motta quer esgotar nos próximos dias todos os temas pendentes, incluindo os processos de cassação de parlamentares aptos a apreciação do plenário, informa sua assessoria.
Surpresa – O pacote de votações de fim de ano de Motta surpreendeu o líder do governo na Câmara. José Guimarães disse que esteve com Motta tratando da pauta econômica e que não foi comunicado com antecedência da intenção de votar o PL da Dosimetria e a cassação de parlamentares.
Ao BAF, Guimarães reconheceu que havia votos para aprovar a redução de penas nas duas Casas, mas que o presidente Lula vai vetar.
A redução generosa das penas é vista pela base governista como praticamente uma anistia. O tumulto causado pela ocupação da Mesa Diretora nesta tarde faz com que os deputados pressionassem Motta a suspender a sessão, mesmo que isso custasse o adiamento da votação do projeto do Devedor Contumaz.
A iniciativa de cassar Glauber Braga e outros deputados foi inesperada. Na avaliação de governistas, Motta fez acordo com o PL para cassar o mandato de Eduardo Bolsonaro por faltas, de forma a preservar sua elegibilidade. Já os demais deputados que perderem o mandato em votação no plenário não poderão disputar o pleito em 2026.
Equipe BAF – Direto de Brasília
Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados


