A manobra para comandar a CPMI do INSS contou com o respaldo da federação União-PP para impor uma das piores derrotas do governo no Congresso e passar por cima das decisões dos presidentes da Câmara e do Senado.
O PL acredita que, a partir de agora, contará com parte expressiva da bancada de 109 deputados e 15 senadores da federação para levar adiante o projeto da anistia a Jair Bolsonaro, o fim do foro privilegiado e a PEC das prerrogativas parlamentares. A federação, que não tem qualquer perspectiva de deixar os cargos no governo Lula, diz nos bastidores que esse apoio é parcial. O bloco aceita votar anistia, mas não para o ex-presidente, por exemplo. Quanto aos demais temas, dizem que é preciso definir qual será o texto.
Juntos, PL e federação somam quase 200 deputados e quase 30 senadores, ou seja, dependendo do assunto, podem angariar votos de outras bancadas facilmente e impor mais derrotas a Davi Alcolumbre e Hugo Motta. Só precisam ser convencidos do que ganham com isso.
Equipe BAF – Direto de Brasília
Foto: Renato Araújo/Câmara dos Deputados


