A votação no plenário da Câmara do projeto que dá isenção de IR para quem ganha até R$ 5 mil na próxima semana deve acontecer num clima de escalada do conflito alagoano entre o senador Renan Calheiros e o deputado Arthur Lira.
Após a Comissão de Assuntos Econômicos do Senado aprovar sua versão para o mesmo projeto, Renan fez questão de explicar à imprensa que a ação é um gesto político que visa mostrar apoio à proposta do governo e acelerar a votação na Câmara. Quando o PL 1087/25 for aprovado pelos deputados, sugeriu Renan, a matéria poderá ser apensada ao texto do Senado (o que pode virar outro imbróglio).
Ontem, nas redes sociais, Renan cutucou o adversário dizendo que “o lado escuro da força” ameaça a proposta, “vinculando-a a lobbies e teses inconstitucionais” e que o Senado fez em uma semana o que a Câmara – e seus “mesmos defensores da blindagem e da anistia” – não fizeram em 7 meses.
O ex-presidente da Câmara sentiu o golpe e se manifestou publicamente. Lira considerou “reprovável que alguns oportunistas queiram fazer politicagem com o projeto de isenção do IR”. Replicando entrevista do ministro Fernando Haddad o elogiando por sua diligência e responsabilidade na relatoria do texto enviado pelo governo, Lira destacou que na Câmara a proposta está sendo analisada “sem bravatas”.
Prevendo as possíveis consequências do embate entre os parlamentares, o ministro da Fazenda – ciente de que a discussão no Senado será mais fácil – fez o gesto público a Lira para não tumultuar ainda mais a votação que será mais complexa na Câmara.
Equipe BAF – Direto de Brasília
Foto: Geraldo Magela, Agência Senado / Bruno Spada, Câmara dos Deputados


