O governo celebrou o telefonema do presidente Donald Trump ao presidente Lula e não vê como grande empecilho a escolha do secretário Marco Rubio como interlocutor da negociação.
Lula tem uma característica prática e, como costuma dizer, ninguém escolhe adversário nem interlocutor e, uma vez definido o nome, agora é negociar.
Fala-se que o Brasil estaria disposto a conversar sobre minerais raros e big techs, por exemplo. Isso é verdade e, de fato, esses assuntos já estavam na pré-pauta das conversas entre Geraldo Alckmin e o secretário Howard Lutnick.
Numa negociação entre países, ninguém chega já oferecendo alguma coisa para o outro. Agora que as conversas se darão “de forma oficial” é que cada lado vai apresentar formalmente sua pauta – a do Brasil é o fim das restrições da Magnitsky e do tarifaço de 40%. O problema são os detalhes.
Trump fez questão de elogiar duas vezes sua contraparte brasileira – o que é bom sinal. Rubio tem sua ideologia, mas obedece ao chefe.
No momento, o governo tem o que comemorar.
Equipe BAF – Direto de Brasília
Foto: Ricardo Stuckert


