Arthur Lira admitiu que cogitou a redução da alíquota do imposto para alta renda, mas que não gostou de uma manchete de jornal dizendo que o relator do PL 1087/25 queria beneficiar os mais ricos.
Ao ler seu parecer ontem, Lira anunciou que permaneceria os 10% propostos pelo governo, mas que a sobra de arrecadação viabilizaria a ampliação do teto de isenção parcial de R$ 7 mil para R$ 7.350. Segundo o relator, o excesso arrecadado também servirá para a compensação da CBS. Até ontem pela manhã, fontes envolvidas nas discussões apontavam 9% de alíquota.
A reação do relator do principal projeto do governo no ano é um exemplo de como a narrativa de pobres contra ricos (e a suposta predileção do Congresso pelo “andar de cima”) pegou os parlamentares. Ninguém quer ser alvo de redes sociais, principalmente quem pretende dar voos mais altos na campanha eleitoral de 2026, como é seu caso.
Até a próxima quarta-feira, quando o projeto será votado na comissão especial, Lira disse estar aberto a sugestões e que não tem apego a nenhum ponto do texto, desde que preserve o princípio de neutralidade.
Lira afirmou que “tudo foi conversado” com o Ministério da Fazenda.
Equipe BAF – Direto de Brasília
Foto: Vinícius Loures, Câmara dos Deputados


