O gesto de Tarcísio de Freitas de chamar uma reunião com empresários em São Paulo não preocupa o governo Lula porque o governador não tem poder de negociação na guerra comercial entre os dois países.
O movimento de Tarcísio é visto mais como político do que prático, assim como o do encarregado de negócios da Embaixada dos Estados Unidos, Gabriel Escobar. O diplomata se reuniu com o governador após ser repreendido pelo governo brasileiro por reiterar o conteúdo da carta crítica de Donald Trump. Escobar também foi chamado no Itamaraty para receber de volta a carta anunciando a tarifa de 50%. Os dois gestos na diplomacia representam alto grau de descontentamento.
Até o momento, o governo Lula avalia que Trump não dá sinais de querer negociar. Em maio, o governo brasileiro encaminhou uma proposta que não foi respondida até hoje. Reuniões técnicas foram feitas para discutir a então tarifa de 10%. O governo norte-americano também não indicou um embaixador, o que indica que Trump não tinha muito interesse no maior país da América do Sul.
Agora, a estratégia do governo Lula é ouvir os empresários para agregá-los ao movimento conjunto em defesa das empresas brasileiras.
Ao decidir ouvir os empresários paulistas, Tarcísio passa a priorizá-los na crise e a ignorar as críticas de Eduardo Bolsonaro. O filho 03 continuará esperneando.
Equipe BAF – Direto de Brasília
Foto: Pablo Jacob


