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Motta versão “isentão” desagrada a todos, dentro e fora da Câmara

A inclusão na pauta de processos de cassação do mandato de deputados da esquerda e da direita aumentou o grau de insatisfação com presidente da Câmara. Glauber Braga conseguiu trocar a perda de mandato por suspensão de seis meses e Carla Zambelli – já condenada pelo STF – escapou temporariamente da punição mais severa.
A decisão de liquidar tudo em 2025 foi interpretada por líderes como um gesto de Hugo Motta para mostrar imparcialidade, mas que realçou sua inabilidade. Motta juntou processos distintos no pacote e foi questionado sobre a real necessidade de votação.
Incomodado com a repercussão negativa da manutenção do mandato de Zambelli, o presidente da Câmara queria se livrar do problema com o respaldo do plenário, mas para reduzir a tensão com a direita, incluiu o caso Glauber na pauta.
A determinação pegou líderes até mesmo do Centrão de surpresa, veio num momento em que restam poucos dias úteis e a pauta está cheia. Deputados reclamam há meses que o presidente da Casa não combina o jogo previamente com quem interessa, toma decisões que geram desconfiança, tensiona o ambiente político e não demonstra firmeza nos momentos cruciais.Na quarta-feira, o descontentamento se estendeu da direita à esquerda.
Para salvar Glauber, a base governista se mobilizou como há muito tempo não se via na Câmara e reverteu a tendência de cassação. Teve choro de deputada, discursos emotivos e Centrão convencido de que a cassação era medida desproporcional.
Entre os bolsonaristas, o líder do PL, Sóstenes Cavalcante, pediu que a Mesa Diretora deliberasse sobre Zambelli e não jogasse a responsabilidade ao plenário. A esquerda cobrou o cumprimento da decisão judicial e alertou para o novo conflito com o STF por causa do arquivamento do processo de cassação – que se deu por falta de quórum.
O novo capítulo da lambança será na semana que vem, com os casos Eduardo Bolsonaro e Alexandre Ramagem.

Equipe BAF – Direto de Brasília

Foto: Reprodução

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