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Motta inviabiliza manobra para salvar Eduardo

Um dia após a nova rodada de sanções do governo norte-americano e, por consequência, a interrupção das conversas sobre a aprovação de um projeto que alivie as penas dos condenados na trama golpista, Hugo Motta indeferiu a indicação de Eduardo Bolsonaro para liderança da Minoria na Câmara. Não havia precedente na Casa de um parlamentar manobrar para evitar a contagem de faltas e, assim, evitar a cassação do mandato.

O presidente da Câmara considerou incompatível com o exercício da função a ausência física do deputado, que já havia se afastado do território nacional sem comunicação prévia à presidência.

Como o BAF já informou, liderança não é apenas um status: o parlamentar administra um gabinete físico, se torna responsável por cargos extras da liderança, participa das reuniões de líderes, orienta a bancada em plenário e não tem como fazer esse trabalho de forma remota.

A decisão tem potencial explosivo na oposição, que desde o motim do início de agosto conseguiu impor sua agenda e agora vê as discussões sobre a anistia empacarem.

As críticas públicas de Davi Alcolumbre à atuação de Eduardo nos Estados Unidos na semana passada, suas ações à revelia ignorando o timing das negociações no Brasil e a repercussão negativa da manobra para salvar seu mandato formam o pano de fundo da decisão.

Equipe BAF – Direto de Brasília

Foto: José Cruz, Agência Brasil

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