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Motta faz gestos a oposiçao para sair da pressão

Hugo Motta embarca para Nova York com a sensação de que está conseguindo amenizar a pressão da oposição, ora por anistia a Jair Bolsonaro, ora para fustigar o governo com a autorização da CPI do INSS.

Interlocutores do presidente da Câmara dizem que a instalação de uma comissão de investigação tem “zero chance” de prosperar na Casa e a desculpa já está clara: há uma fila com 12 pedidos que, regimentalmente, precisa ter sua ordem cronológica de protocolo respeitada. Só cabem 5 CPIs funcionando simultaneamente. Assim, a bola foi passada para Davi Alcolumbre, a quem cabe deliberar sobre a instalação de uma CPMI (quando a oposição resolver formalizar o pedido).

Segundo fontes, a resposta política para os insatisfeitos com a impossibilidade de uma CPI na Câmara será dada com o apensamento das propostas que se avolumam para restringir os descontos em aposentadorias e pensões. Motta deve levar a ideia de votar um projeto único para a reunião de colégio de líderes quando voltar da viagem, depois do dia 14.

O presidente da Câmara também manobrou para tirar o tema da anistia de seu colo: jogou a solução para Alcolumbre formatar uma proposta legislativa. Para não ficar feio com a oposição, topou votar de pronto a sustação da ação judicial contra o Delegado Ramagem (PL/RJ), mesmo sabendo que a tendência do STF é de acatar parcialmente a decisão do plenário da Câmara. Fontes dizem que Motta pode até recorrer de decisão contrária ao desejo dos deputados, mas não deve fazer do tema motivo para iniciar uma guerra com a Corte.

Equipe BAF – Direto de Brasília

Foto: Reprodução

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