O TSE começou a julgar ontem ações que podem levar à cassação e à inelegibilidade de Cláudio Castro. O governador do Rio de Janeiro responde por uso de cargos e recursos públicos para favorecer sua campanha à reeleição em 2022.
A relatora, ministra Isabel Gallotti, votou pela cassação de Castro e pela inelegibilidade do presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, também alvo do processo. Como se esperava, um pedido de vista postergou o julgamento.
Castro saiu da condição de irrelevante na política nacional para o governador que teve pulso para atacar o crime organizado, ganhou o apoio de colegas de outros Estados e popularidade. Para quem não queria disputar as eleições em 2026, o cenário muda.
Condenar, neste momento, um governador que tem amplo apoio da população fluminense – ainda que se tenha provas robustas que reforcem tecnicamente a condenação – seria passar a mensagem de que o tribunal agiu politicamente e o condenou, de fato, pela megaoperação contra uma facção criminosa.
O TSE pode até puni-lo com a cassação e inelegibilidade no futuro, mas fazer isso agora seria um tiro no pé.
Equipe BAF – Direto de Brasília
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