Desde que Davi Alcolumbre anunciou o cancelamento do calendário de apreciação no Senado da indicação de Jorge Messias para o STF, o governo já sabia que o atual AGU terminaria o ano onde está. Os ânimos exaltados precisam ainda ser contidos e deixar o tema para 2026 é o melhor a se fazer, dizem os líderes governistas.
Durante a última semana, Messias passou por mais revezes: teve almoço com o PL cancelado e ouviu de senadores próximos de Alcolumbre que até poderiam recebê-lo para conversar, mas que estavam “fechados” com o presidente do Senado.
O AGU também não conseguiu emplacar o pedido ao ministro Gilmar Mendes para rever a decisão sobre o impeachment de magistrados da Corte e seu gesto foi interpretado como “casuístico” pelos parlamentares.
Messias, que já perdeu a vaga em outras duas oportunidades para Flávio Dino e Cristiano Zanin, terá agora de esperar pelo menos até fevereiro de 2026, onde tudo estará contaminado pelo jogo eleitoral. Até lá, poderá trabalhar nos bastidores para reduzir as rejeições e torcer para que Lula e Alcolumbre se entendam.
Equipe BAF – Direto de Brasília
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