Se antes os governistas estavam empolgados com a repercussão da narrativa dos “pobres contra ricos”, o tarifaço de Donald Trump deu mais munição para a candidatura à reeleição de Lula.
Seja no PL ou nos partidos de centro, ninguém subestima a capacidade política do presidente de reverter a impopularidade.
No PL, a avaliação é de que o PT vai “dobrar apostas” com mais benesses e investimento pesado nas redes sociais (setor em que o governo tem mostrado algum aprendizado), mas que o histórico de eleições anteriores indica que o discurso rancoroso de Lula não o fez vencer o pleito.
Os governistas dizem que as dificuldades de Lula com o eleitorado hoje são transitórias, mas que o petista “chegará bem” em 2026 com as entregas que tem pela frente.
O cenário é de uma eleição difícil, seja quem for o adversário, dizem os petistas, e que Lula estando competitivo, Tarcísio de Freitas não largará uma reeleição garantida em São Paulo. A avaliação é que, com Lula fortalecido, parcela significativa do Centrão irá para seu palanque, como o MDB. Os demais partidos do bloco também iriam, mas parcialmente.
No Centrão, há quem preveja Jair Bolsonaro mantendo a candidatura até o limite, inviabilizando Tarcísio. Com a direita desorganizada, o PT tem chance de reeleição, acreditam fontes de centro.
Um parlamentar do PP, cuja federação com o União Brasil se encaminha para a oposição ao governo, diz abertamente que se Lula estiver bem nas pesquisas no ano que vem, vai repensar o apoio a Tarcísio.
Equipe BAF – Direto de Brasília
Foto: Ricardo Stuckert


