O clima é de apreensão na base governista diante da incerteza de que a equipe econômica encontrará alternativas para substituir o aumento do IOF.
Esse sentimento deve se prolongar para os próximos dias porque o último posicionamento do ministro Fernando Haddad era de que não havia para onde correr.
Com os 10 dias de prazo, surgem opções na mesa que permanecem no campo das possibilidades – umas mais, outras menos viáveis no curto prazo: fim das isenções fiscais, Reforma Administrativa, desvinculação de receitas e do salário-mínimo, tributação das apostas esportivas, entre outros. Haddad não assumiu nenhum compromisso com o Congresso de que, de fato, apresentará novas soluções.
Do lado do Centrão, a percepção é de que o governo não consegue mais impor sua agenda e que está acuado. Entre os aliados, admite-se a “má gestão de um tema árido” por parte do governo, onde não houve comunicação antes de um tema que por si só já é controverso e, na sequência, um recuo que não foi o suficiente para apaziguar os ânimos.
Apesar do ultimato do presidente da Câmara, Hugo Motta, fontes dizem que não há rompimento na relação com Haddad e sim uma divergência.
Equipe BAF – Direto de Brasília
Foto: Valter Campanato, Agência Brasil


