Não demorou muito para que o mundo político tirasse suas conclusões sobre o recuo parcial da elevação do IOF.
Na avaliação de oposição e de representantes do Centrão ao BAF, o aumento do IOF ainda é “draconiano”, vai produzir um “impacto gigante” e mostra a falta de compromisso do governo com o equilíbrio das contas. “Esse governo só pensa em gastar e aumentar imposto”, disse um importante expoente do Centrão, reclamando que quando o governo faz algo correto (bloqueio e contingenciamento), acaba errando em outra ponta.
Já um líder governista admitiu que o recuo foi “muito ruim”, mas que na prática “não muda muito”.
Um oposicionista avalia que IOF é um tema desconhecido “do povão” e destacou que as benesses para aumentar a popularidade vão acabar “explodindo” na inflação. “O que vai valer para o ano que vem é o supermercado”, concluiu.
No geral, a percepção da oposição é de que o governo Lula está abrindo a “porta da felicidade do populismo”, dando com uma mão aumento real do salário-mínimo, por exemplo, e tirando com a outra (via juros altos e aumento dos preços), portanto tende a não reverter a contento a percepção negativa para 2026.
O episódio do IOF atinge a classe média, pontuou um dos principais oposicionistas do governo, e isso pode ajudar a aprofundar a impopularidade.
Governistas relatam que o governo vinha numa tendência de retomada da popularidade até a revelação do escândalo dos descontos em aposentadorias e pensões, mas que agora voltou a cair. Na semana que vem a oposição fará sondagens para avaliar a percepção da população sobre a crise no INSS e as mudanças no IOF.
Equipe BAF – Direto de Brasília
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