O presidente Lula deve retomar hoje suas atividades em Brasília já com um dilema a resolver: sustentar a indicação de Jorge Messias para a vaga ao STF ou se render à preferência de senadores e ministros da Corte por Rodrigo Pacheco.
Como o BAF informou há uma semana, há um clima de resistência significativa ao nome de Messias e aliados do governo dizem que Lula não dá sinais de mudança de ideia.
Em público, Pacheco se diz lisonjeado pela “lembrança” de seu nome, mas nos bastidores não esconde que prefere o STF e não se empolga com a possibilidade de ser o candidato de Lula ao governo de Minas Gerais.
Na segunda-feira, seu partido filiou o vice-governador mineiro, Mateus Simões, que deve ser o candidato do PSD ao governo do Estado em 2026. Assim, o PSD reforça que se Pacheco eventualmente decidir se candidatar, não será pela atual legenda.
Se optar por manter o plano A (indicação de Messias), cujo anúncio foi adiado na semana passada à título de dar mais tempo para Lula ampliar as conversas, o petista terá trabalho duplo: convencer Pacheco a fazer o sacrifício de entrar numa disputa eleitoral que se mostra difícil para ele em Minas e dobrar a vontade de Davi Alcolumbre (e da maioria do Senado).
Equipe BAF – Direto de Brasília
Foto: Ricardo Stuckert


