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Governo tem discurso pronto sobre o tarifaço

O anúncio da taxação de 50% sobre itens importados do Brasil pelos Estados Unidos, no mesmo dia em que aquele país aplicou a Lei Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes, dá ao governo o discurso de que o Brasil não cedeu às pressões de Donald Trump e ainda defendeu os interesses de empresas brasileiras.
A lista de exceções publicada ontem deixa de fora setores importantes para a economia brasileira, como a Embraer, suco de laranja, derivados de celulose e petróleo, ferro-gusa e metais preciosos. Com isso, o governo poderá argumentar que, apesar do discurso raivoso de Trump, as negociações conduzidas por Geraldo Alckmin e as conversas de empresários e senadores brasileiros nos Estados Unidos deram algum resultado.
Além disso, a soberania também estará assegurada no discurso, e a sanção a Moraes assegura ainda mais uma unidade institucional entre Planalto e STF.
Por outro lado, a pressão passa a se intensificar contra o Congresso. Na volta dos trabalhos, na semana que vem, Davi Alcolumbre e Hugo Motta ficarão no meio do tiroteio entre bolsonaristas e os demais congressistas.

Equipe BAF – Direto de Brasília

Foto: Ricardo Stuckert

Senadores retornam ao país com nova preocupação

Bolsonaristas souberam antes de sanção a Moraes