O governo vem penando na Câmara para conseguir votos até para votar os requerimentos de urgência dos projetos do pacote de corte de gastos.
Um líder da oposição ironizou, disse ao BAF que se o governo sequer tem votos de pronto para urgência dos projetos, o cenário torna mais difícil ainda dar andamento a uma PEC.
Como o BAF informou na terça-feira, União e PSD endureceram com o governo e seus líderes fazem um gesto aos liderados, insatisfeitos com o timing e as emendas represadas.
Vice-líder do governo e cotado para relatar a PEC, Rubens Pereira Jr (PT/MA) revelou que a base aliada procura uma PEC já em tramitação para abrigar o texto do governo. Com a dificuldade de votação até na CCJ, a solução será levar a PEC direto para o plenário.
A meta, segundo o governista, é votar tudo este ano, mas o tom era de preocupação. O tempo é extremamente curto: na prática é uma semana para votar na Câmara e a última para o Senado, que terá de dividir o tempo com as votações das leis orçamentárias.
CCJ – Não avançou na manhã desta quarta-feira na CCJ o início da tramitação da admissibilidade da PEC do pacote.
A pauta da comissão não havia previa o tema para debate e o governo considerou incluí-lo extra pauta, mas sem sucesso.
A alegação dos deputados de oposição e até do PSOL é que o assunto – que acabou de ser protocolado pelo governo – não pode ser “tratorado” na comissão.
O clima é de incerteza na Câmara. A insatisfação com o desfecho do imbróglio das emendas no STF, parlamentares questionando a votação às pressas do pacote, os resquícios de mágoa por causa do apoio à candidatura de Hugo Motta para sucessão de Arthur Lira e o valor pronto para liberação das emendas não estão ajudando o governo a ter tranquilidade nesta reta final do ano na Câmara.
Equipe BAF – Direto de Brasília
Foto: PT Notícias
