A semana foi marcada pela mudança de rota do governo em relação à defesa da criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito que investigue o escândalo do Banco Master. Quem, até a semana passada, não se opunha a ideia, agora diz que CPMI pode virar “palanque para a oposição” em ano eleitoral.
O Palácio do Planalto se deu conta que nenhum governo pode ser favorável a esse tipo de escrutínio porque o “vento” sempre pode virar contra o próprio. Por isso, o ministro Fernando Haddad – que há alguns dias se referiu ao caso como a “maior fraude bancária da história” – disse agora que politizar o caso é o caminho para beneficiar os criminosos.
Com ou sem CPMI do Master no Congresso, na próxima quinta-feira a CPMI do INSS pretende ouvir o depoimento de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Já a CPI do Crime Organizado pode aprofundar a apuração sobre a relação de parentes de ministros do STF com o Master. Sem falar na Comissão de Assuntos Econômicos, que criou um grupo de trabalho para explorar o assunto.
Tendo ou não apoio do governo, o tema estará na ordem do dia da Câmara e do Senado no retorno das férias.
Equipe BAF – Direto de Brasília
Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil


