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Governo não consegue impor sua agenda no Congresso

Tentativas malsucedidas de votação do PL da isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil há mais de um mês, Medida Provisória sendo votada no último dia de validade (MP 1300), pauta do Congresso sequestrada pela oposição. Esse é o cenário atual do governo Lula, que não consegue emplacar suas pautas, assiste a agenda alheia se tornando prioridade – da anistia a Jair Bolsonaro a emenda constitucional para blindar parlamentar de ação judicial – e se vê acuado por chantagem política.

O diagnóstico é do experiente Renan Calheiros que, em entrevista a Globonews, culpou a falta de diálogo e a deterioração da relação entre o Executivo e o Legislativo pelo cenário ruim. Para o emedebista, se o Palácio do Planalto não discutir com o Congresso como se desvencilhar da agenda bolsonarista, será acusado de ter cruzado os braços diante do avanço desses temas e, consequentemente, engolido pelos interesses da oposição.

A avaliação do senador é que falta ao governo Lula impor sua agenda. Sem uma mudança de rumo, toda pauta prioritária do governo (MPs 1301, 1303, 1304, PEC da Segurança Pública e o PL do IR) está sob risco real de não avançar, a menos que a cúpula do Congresso se apresente para salvá-la.

Na quarta-feira, Davi Alcolumbre fez um longo desabafo, rebateu os ataques e se mostrou cansado. Não é fácil ser a última instância segura de um governo perdido na articulação política.

Equipe BAF – Direto de Brasília

Foto: Evaristo Sá, AFP

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