Visivelmente contrariado com a atuação do governo, o relator do projeto da tributação das bets e fintechs expôs as novas solicitações do Executivo ao apresentar uma terceira versão de texto e o acusou de quebrar um acordo construído na semana passada que culminou com a publicação de uma segunda versão de relatório com as emendas sugeridas pelos senadores.
Ontem, Eduardo Braga disse que a Fazenda não queria alterações na lei do IR sancionada recentemente e recuou no acordo, por isso foi obrigado a retirar as emendas relacionadas ao tema.
A desarticulação do governo ficou clara quando o líder Jaques Wagner afirmou que não sabia da nova orientação da equipe econômica e se mostrou insatisfeito com a possibilidade de revisão do acordo prévio. Com o clima de impasse no plenário da Comissão de Assuntos Econômicos, Wagner autorizou Braga a retomar o adendo divulgado na semana passada, o que viabilizou a aprovação do PL 5473/25 no plenário da CAE por 21 a 1.
O plenário da comissão, no entanto, rejeitou um destaque sobre honorários advocatícios.
Agora, o projeto vai à Câmara por tramitar de forma terminativa na CAE.
Equipe BAF – Direto de Brasília
Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado


