A revelação, feita pela Polícia Federal, de que o ministro Dias Toffoli manteve uma relação comercial com sócios do Banco Master leva o caso a outro patamar. Acuado, Toffoli teve que admitir que era sócio do resort que, até então, aparecia apenas no nome dos dois irmãos.Tornar um ministro do STF como alvo principal de um esquema nebuloso agrada a classe política no momento – seja oposição ou governo.
A CPI do Crime Organizado já tem Toffoli entre seus investigados e, após o carnaval, a pressão contra ele deve aumentar.
O governo também está apreciando a fogueira em torno do ministro porque, por ora, afasta um olhar mais apurado sobre o relacionamento de sua ala baiana com o dono do Master.
O STF já estava no divã sobre o que fazer com as revelações que haviam aparecido envolvendo dois dos seus – incluindo o escritório da esposa de Alexandre de Moraes – e agora fica ainda mais sob os holofotes. No entanto, quando todos os Poderes são envolvidos num grande esquema, a tendência tem sido a que tudo acabe num acordão.
Equipe BAF – Direto de Brasília
Foto: Luiz Silveira/STF/ND Mais


