Parlamentares experientes da federação União Progressistas ironizam a reunião da próxima quarta-feira que discutirá a possível saída do governo Lula e dizem que a pressão pela decisão se dá porque Antônio Rueda ficou melindrado após descobrir que o presidente da República não gosta dele.
A ala que faz oposição ao Palácio do Planalto reconhece que a maioria da bancada “gosta de estar no governo” e que precisa do fluxo regular do pagamento de emendas (o que ainda está aquém do esperado). O grupo também questiona se caciques das legendas, como Davi Alcolumbre e Arthur Lira, vão entregar os cargos que têm no governo.
Há quem preveja que qualquer decisão de abandono dos cargos será solenemente descumprida porque não há motivo político justificável. Isso acontecerá em algum momento, dizem os parlamentares, mas não agora.
A avaliação é que a direita ainda está desorganizada e não há um projeto político ou estratégia consolidada para 2026 que precipite a saída da federação.
Ainda assim, o bloco tende a manter o comportamento atual: votando ora com o governo, ora com a oposição, a depender da pauta e do ganho político com a aprovação da proposta.
Equipe BAF – Direto de Brasília
Foto: Breno Esaki


