Lula reuniu nesta quinta-feira, em Brasília, apoiadores e integrantes de seu governo para fazer o balanço das realizações nestes dois primeiros anos de gestão.
Em clima de convenção partidária – mas sem discursos de dirigentes – e uma pitada de programa de auditório, o evento teve entrevista com beneficiados dos programas sociais, apresentação das peças de propaganda do governo e uma plateia aos gritos de “sem anistia” (a área de autoridades tinha a cúpula das Forças Armadas).
A ideia inicial era mostrar para todo o governo o que o próprio governo fez e está fazendo. Tentar unir a tropa da comunicação e passar a mensagem de que, a partir de agora, virão “anos mais doces” após a reconstrução. Bolsa Família para 21 milhões de beneficiados, Farmácia Popular, salário-mínimo valorizado e isenção do IR até R$ 5 mil estavam na lista de marcas de um “Brasil mais justo”.
Para evitar deslizes, Lula leu o discurso. No palco, assinou a autorização para pagamento antecipado do 13° salário de aposentados e pensionistas e o decreto que permite o uso do Fundo Social do Pré-Sal para financiar o Minha Casa Minha Vida “para beneficiar também a classe média”, como enfatizou o presidente.
Um evento desenhado milimetricamente por Sidônio Palmeira para gerar recortes para as redes, unificar os discursos em defesa do governo e tentar sair da pressão provocada pela impopularidade.
Equipe BAF – Direto de Brasília
Foto: Reprodução / Instagram
