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Estratégia do tudo ou nada

Os aliados de Jair Bolsonaro adotaram a estratégia da radicalização para alcançar seus dois principais objetivos: o impeachment do ministro Alexandre de Moraes e a anistia ao ex-presidente.

Diante de uma cúpula do Congresso resistente e da prisão domiciliar de Bolsonaro, a solução dos aliados foi partir para o “tudo ou nada” contra Hugo Motta e Davi Alcolumbre. É a estratégia descrita por Eduardo Bolsonaro em entrevista ao O Globo quando diz que “ou tenho 100% de vitória ou tenho 100% de derrota”. Trata-se de ordem unida no núcleo bolsonarista.

No dia do início do tarifaço de Donald Trump, líderes da Câmara e do Senado se reuniram para negociar, ao menos, o pleno funcionamento dos plenários. Negociação, inclusive, é a palavra que rege a política, em raríssimas exceções as partes levam 100% do que querem.

Ao voltar a falar da possibilidade de sanções a Motta e Alcolumbre, o filho 03 insiste num tipo de pressão que não ajuda a convencer os presidentes da Câmara e do Senado a terem boa vontade na mesa de negociação.

Comissões funcionaram – Mesmo com o protesto da oposição, as comissões da Câmara e do Senado funcionaram nesta quarta-feira.

Na Comissão de Assuntos Sociais do Senado, por exemplo, foram lidos os relatórios das indicações para a ANS e a Anvisa e foi concedido vista coletiva nas quatro indicações. A CCJ do Senado dedicou a sessão para leitura dos relatórios das indicações, deixando as sabatinas para a próxima semana.

No dia anterior, a obstrução da oposição atrapalhou a instalação da MP 1300 (Setor Elétrico), mas não impediu que a MP 1301 (Agora tem Especialistas) começasse a funcionar. Foi confirmada a relatoria do senador Otto Alencar (PSD/BA) e a presidência do deputado Yury do Paredão (MDB/CE), ambos governistas. O relator da MP 1301 no plenário da Câmara deve ser Duarte Jr. (PSB/MA), relator do projeto da regulamentação dos Planos de Saúde.

Equipe BAF – Direto de Brasília

Foto: Reprodução

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