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Entre partido e urna, a 2ª opção para Fufuca e Sabino

A decisão de permanecer no governo anunciada pelos ministros Celso Sabino (Turismo) e André Fufuca (Esporte) faz parte do pragmatismo político típico de quem nasceu das entranhas do Centrão. Ambos almejam uma das vagas ao Senado por Estados onde o presidente Lula é o maior cabo eleitoral que poderiam ter para viabilizar suas candidaturas.
Especula-se que Sabino já tem ofertas para mudar de sigla, portanto dar de ombros ao ultimato do União Brasil é o menor dos problemas perto do prejuízo eleitoral que será não poder fazer suas entregas, justamente no momento que terá o que mostrar ao seu eleitorado.
Já Fufuca não foi expulso do PP, mas perdeu o comando da sigla no Maranhão e o posto de vice-presidente da legenda, nada que seja impossível de reaver mais para frente. O ministro do Esporte sempre foi homem de confiança de Ciro Nogueira, tanto que o substituiu na presidência do PP quando o senador foi nomeado ministro da Casa Civil de Jair Bolsonaro.
Entre o jogo de cena do partido (que determinou apenas a saída do governo de quem tem mandato, não dos demais que detém indicações em cargos federais) e a necessidade eleitoral, os ministros escolheram o projeto pessoal.
Sabino e Fufuca se colocam no palanque de Lula em 2026, mesmo caminho que parte dos parlamentares da federação União Brasil/Progressistas deve seguir para se adequar à realidade política regional.

Equipe BAF – Direto de Brasília

Foto: Ricardo Stuckert/PR

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