O PT esperava anunciar no domingo a nova presidência do partido, mas uma ação judicial relacionada ao diretório mineiro suspendeu a eleição no Estado e atrapalhou os planos iniciais. A decisão judicial foi derrubada e o resultado do pleito interno só saiu ontem.
O partido de esquerda é formado por vários segmentos internos que têm um elo prático: Lula. O presidente da República escolheu Edinho Silva como presidente da sigla e nada poderia mudar o destino do PT.
Edinho é conhecido no PT como uma figura moderada, apaziguadora e avessa à radicalização. É um perfil diferente de Gleisi Hoffmann, mais pré-disposta ao embate político.
A expectativa é que o novo dirigente se apresente para a retomada do diálogo com os partidos que possam compor uma aliança para 2026. No entanto, o PT vive um momento de reencontro com o discurso de esquerda que tirou o governo da defensiva para o ataque.
A dúvida é se, uma vez na presidência do PT, Edinho vai adotar o mesmo tom publicamente – correndo o risco de perder seu maior ativo, que é a capacidade de diálogo – ou se vai deixar a ofensiva para a militância.
Equipe BAF – Direto de Brasília
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