O encontro em Kuala Lumpur não rendeu de imediato tudo que o governo brasileiro almejava, mas passou longe de qualquer constrangimento ou humilhação que o Itamaraty temia. A química entre Lula e Donald Trump se mostrou real, com direito a declaração do presidente norte-americano dizendo que gosta do brasileiro.
Na conversa, os Estados Unidos pediram acesso às terras raras, redução da taxa para o etanol de milho e investimentos das empresas brasileiras no país, tudo o que já se esperava.
O Brasil não ganhou de pronto a suspensão das tarifas, nem a retirada de setores, mas o resultado da reunião mostra que as conversas devem evoluir rápido para chegar nesse objetivo.
Sobre Jair Bolsonaro, foco até então das tensões que culminaram com sanções a autoridades brasileiras, a declaração pública de Trump mostrou claramente que o tema já não é prioridade de seu governo.
Ao completar 80 anos, Lula ganhou de presente uma excelente foto ao lado de Trump, que será potencializada pelo governo em todas as formas possíveis de propaganda.
Poucos dias após a frase polêmica sobre os traficantes que também seriam “vítimas” dos usuários, o encontro na Malásia fará com que a declaração para lá de absurda já não seja mais assunto na imprensa e nas redes sociais.
Equipe BAF – Direto de Brasília
Foto: Ricardo Stuckert


