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Eduardo caminha para inviabilidade eleitoral

Quando deixou o Brasil para acompanhar a posse de Donald Trump, Eduardo Bolsonaro era visto pelo pai como seu plano A à presidência da República, apesar de todo discurso externo de que Jair Bolsonaro seria o candidato da direita e da preferência categórica do Centrão por Tarcísio de Freitas.

Eduardo não tinha enroscos nas Justiça, representaria o sobrenome da família na cabeça de chapa e seria capaz de “peitar” o STF sem o menor pudor, uma vez que estivesse com a “caneta na mão”.

Desde que iniciou a campanha para sancionar Alexandre de Moraes e a Corte brasileira, Eduardo se afastou do mandato (o que foi criticado até por aliados, muitos pegos de surpresa), radicalizou o discurso e ganhou um processo judicial por coação, obstrução de investigação e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito.

A cada dia que passa, amplia o leque de desafetos dentro do próprio campo político (Nikolas Ferreira, Tereza Cristina e todos que trabalham para impedir a implementação do tarifaço de Trump), ignora os apelos dos aliados de setores econômicos simpáticos ao bolsonarismo e não recua no discurso contra Moraes. Eduardo, classificado por fontes do próprio PL como um deputado “arrogante”, tem poucos interlocutores com quem ainda fala no Brasil.

Independentemente do quanto pontue em pesquisas, dificilmente teria o registro de candidatura concedido pela Justiça Eleitoral, seja a função que for. Para ser candidato, teria de voltar ao Brasil, correr o risco de ser preso e ver seu processo judicial se acelerar. Uma vez condenado e preso, não poderia concorrer nas próximas eleições.

Equipe BAF – Direto de Brasília

Foto: Lula Marques, Agência Brasil

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