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Megaoperação no Rio: Duas versões de “1 minuto de silêncio”

Há uma semana, Guilherme Boulos assumiu a Secretaria Geral da Presidência numa cerimônia marcada por homenagem a todas as vítimas da megaoperação policial no Rio. O ministro dedicou um minuto de silêncio aos moradores e policiais que morreram no Morro do Alemão.

Ontem, ao assumir a presidência da CPI do Crime Organizado, o senador Fabiano Contarato (PT/ES)  pediu um minuto de silêncio, mas aos quatro policiais que perderam suas vidas. A homenagem aconteceu logo após Flávio Bolsonaro anunciar uma vaquinha para as famílias dos policiais.

Em entrevista, o petista reiterou algumas vezes a solidariedade às famílias dos quatro agentes do Estado, mas também lamentou o número elevado de mortes.

Os dois episódios mostram a mudança de posicionamento dos governistas, que num primeiro momento criticaram a letalidade da ação e ontem tentaram reposicionar o discurso, de forma a não bater de frente com o que pensa a maioria da população.

Logo na sequência, Lula chamou a ação policial de desastrosa e “matança”, do ponto de vista da quantidade de mortes. Contarato – que minutos antes sinalizava um discurso diferente – tentou explicar o posicionamento do presidente, afirmando que a operação não restituiu a paz local e que não há como se comemorar 121 mortes.

Equipe BAF – Direto de Brasília

Foto: Valter Campanato, Agência Brasil

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