O governo amargou uma derrota maiúscula na noite desta quarta-feira ao ver derrubada a tramitação da MP 1303 em seu último dia útil. O placar de 251 a 193 pela retirada de pauta da Medida Provisória dá uma ideia do problema que terá que enfrentar daqui para a frente.
Depois de se ver desafiado em praça pública pela permanência de seus filiados em ministérios, PP e União Brasil precisavam demonstrar força e unidade – e conseguiram. O Centrão usou como mote o aumento de impostos, mas o pano de fundo é o calendário daqui a um ano.
A pesquisa Genial/Quaest apontando que Lula está vivo e rugindo acendeu a luz amarela para a oposição, e entregar R$ 17 bilhões ou R$ 20 bilhões nas mãos dele no ano que vem seria ajudá-lo eleitoralmente – o PT reclama, mas, com Bolsonaro, também fez jogo duro.
O problema para o governo não acabou. Vai ter que se virar para fechar a conta do orçamento no ano que vem, e os deputados já avisaram que querem estabelecer um calendário de pagamento obrigatório das emendas.
Ao fim da votação, governistas já diziam que a equipe econômica tem um leque de opções agora: decreto, corte de emendas, projeto de lei ou mesmo editar uma nova MP com o mesmo conteúdo. Segundo líderes da base, como o mérito da MP não foi rejeitado – teve a retirada de pauta aprovada -, o governo pode até editar MPs fatiadas por temas ou outra igual.
Equipe BAF – Direto de Brasília
Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados


